segunda-feira, 7 de abril de 2014

As 10 pessoas que mudaram o mundo

A história virtual
O blog Para os Apaixonados pela História - O Mundo Medieval, que foi o assunto pioneiro neste blog, após ter tido várias postagens sobre os diversos assuntos dos mais variados, como o descobrimento do Brasil, as missões jesuítas, a reforma protestante e as grandes civilizações, tem hoje, depois de um pouco mais de um ano, um público auge perspectivo, ou melhor dizendo apaixonado pela história e seu passado, sendo mais de 3500 visualizações de página. Tudo isso, está na hipótese de um mundo melhor e mais produtivo, onde as pesquisas deste blog estão direcionadas aos conteúdos de sexta, sétima e oitava: séries, através da Coleção Projeto Araribá - História e a revista Aventuras na História. Sem dúvidas depois de ter passado 1 ano de aniversário do blog, não teve nenhuma postagem especial, mas ao completar 2 anos, terá algumas surpresas aos leitores deste blog e também peço que siga-o.
Assunto especial: 10 pessoas que mudaram e foram essenciais para a história mundial
Da hora em que você acorda até o momento de voltar para a cama, seu cotidiano se compõe de uma série de atitudes e comportamentos que parecem naturais. Pois não são. O que você é no seu dia a dia é fruto de uma série de aprendizados sociais que moldaram a evolução humana desde que nosso primeiro antepassado resolveu descer da segurança de uma árvore e se arriscar na savana africana.
 
Jesus Cristo
Fundador da maior religião do mundo e de boa parte da história ocidental
De certa forma, nenhum outro personagem desta lista existiria sem ele. É quase impossível imaginar a história do mundo ocidental sem Jesus Cristo, com séculos de pensamento dedicados a conciliar a filosofia e hábitos pagãos com o monoteísmo importado da Judeia. "Seus seguidores continuam a ser os mais numerosos no mundo, o calendário é baseado nele e constitui o elo entre o judaísmo e o helenismo", afirma o historiador e arqueólogo Pedro Paulo Funari, da Unicamp. Ainda que a civilização cristã raramente tenha conseguido viver pelas palavras de Jesus de amar ao próximo, não julgar para não ser julgado e dar a outra face, a Igreja fundada em seu nome é absolutamente central na História do Ocidente. Tanto que o calendário se divide em antes e depois de Cristo.

Países como Alemanha, França e Espanha só existem porque reis bárbaros se converteram ao cristianismo e ganharam legitimidade após a queda do Império Romano. As Cruzadas introduziram o gosto por especiarias aos europeus, e isso é tanto a origem das Grandes Navegações, na Península Ibérica, quanto do capitalismo que bancou a Renascença, na Itália. Foi a Igreja que fundou as primeiras universidades, e dela saíram vários pensadores que retomaram a filosofia clássica.
Nome: Jeshua ben Joseph

Nascimento: cerca de 7 a 4 a.C., Nazaré, Galileia

Morte: c. 30-36, Jerusalém

Ocupação: Aprendiz de carpinteiro, profeta, mártir, fundador do cristianismo
 
Albert Einstein
O pacifista que mudou a física e deu origem às armas nucleares
A física se divide em antes e depois de 1905. Entre março e setembro daquele ano, quatro artigos foram publicados no periódico científico Annalen der Physik, de Berlim. Um demonstrava a dualidade entre partícula e onda, provando que a física quântica descrevia fenômenos reais, não efeitos de laboratório - o que nem Max Planck, considerado o pai dessa ciência, acreditava. Outro mostrava que átomos também eram reais, e não abstrações úteis para explicar fenômenos misteriosos. O terceiro estabeleceu que a velocidade da luz é constante, independentemente da velocidade de quem a emite - o que acontece é que o tempo fica mais lento para quem se aproxima dessa velocidade.
 Einstein tornou-se rapidamente uma celebridade internacional, a encarnação viva do supergênio. A sua foto com o cabelo desgrenhado e a língua de fora tornou-se um ícone pop que rivaliza com a imagem de guerrilheiro de Che Guevara. Suas opiniões sobre qualquer tema apareciam nos jornais, como sua defesa da democracia, socialismo e pacifismo.
Nome: Albert Einstein

Nascimento: 14 de março de 1879, Ulm, Alemanha

Morte: 18 de abril de 1955, Princeton, Estados Unidos
 
Ocupação: Físico e pacifista
 
Adolf Hitler

A personalização do mal levou a barbárie à civilização


É difícil falar do nazismo sem recorrer a expressões moralistas como "O Mal". O professor Francisco Alambert, da USP, o define como "a mais perfeita tradução do horror moderno". Com Mao e Stalin, Hitler é um dos personagens cujo perfil torna obrigatório incluir uma contagem de cadáveres - 11 milhões, entre judeus, poloneses, comunistas, ciganos, homossexuais, testemunhas de Jeová e opositores, em execuções, massacres e campos de extermínio. Isso sem contar os 50 milhões da Segunda Guerra, que podem ser atribuídos a ele.
Nome: Adolf Hitler

Nascimento: 20 de abril de 1889, Braunau am Inn, Império Austro-Húngaro

Morte: 30 de abril de 1945, Berlim, Alemanha

Ocupação: Pintor, cabo do exército, político, ditador
 
 
Em análise para postagem nos próximos dias.


 

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Não foi Cabral

Pedro Alvares Cabral, não foi o primeiro, nem o segundo e talvez nem o terceiro europeu a chegar no Brasil. Novos estudos apontam controvérsias sobre o descobrimento do Brasil, mas então surge a pergunta: Quem realmente descobriu o Brasil?
A Ilha Imaginária
Quando Colombo chegou às ilhas do Caribe, disse ter certeza de estar no Oriente, a um pulo do Cipango (Japão). O problema é que as ilhas, fossem orientais ou não, pertenciam a Portugal, segundo um tratado assinado com o reino de Castela em 1479. A descoberta lançou os dois países numa espécie de guerra fria, com armadas prontas para o combate. Durante dois tensos anos de negociação, dom João 2º, o rei lusitano, insistiu em garantir a soberania sobre o Atlântico Sul, com uma margem de 370 léguas a oeste de Cabo Verde (veja na página ao lado). Seu esforço diplomático garantiu o acerto de Tordesilhas, em 1494, que deixou os castelhanos com as tais Índias Ocidentais e uma grande suspeita: Dom João sabia da existência de alguma terra no Atlântico Ocidental, para defender tão obstinadamente seu direito à região onde hoje sabemos que está o Brasil?
Duarte Pacheco: o verdadeiro descobridor do Brasil
O navegador espanhol, Duarte Pacheco, teria chegado aqui no Brasil, em novembro de 1498, onde teria cruzado os estados do Maranhão e Pará.
Vicente Pinzón: o segundo europeu no Brasil
O navegador espanhol, Vicente Pinzón, foi o segundo europeu a chegar aqui no Brasil, em 26 de janeiro de 15000, onde teria avistado o cabo, que é atualmente denominado de Cabo de Santo Augustinho.
Diego de Lepe: o terceiro europeu no Brasil
O primo de Vicente Pinzón, Diego de Lepe, teria atingido a costa brasileira em fevereiro de 1500, um pouco antes de Cabral.
Pedro Alvares Cabral: o descobridor oficial do Brasil
Pedro Alvares Cabral, teria em certa altura da viagem, tendo já ultrapassado as ilhas Canárias, a sua frota, desviou-se para Oeste  a pretexto de desviar de um trecho do Oceano Atlântico conhecido pelas calmarias, ou ausência de vento - a chamada volta do mar. Existe controvérsia sobre o motivo do desvio, pois alguns autores sugerem que os portugueses teriam vindo ao Brasil pelo menos quatro anos antes.
Cabral chegou no Brasil, no dia 22 de abril de 1500  Porto Seguro ou então na baía hoje denominada de Santa Cruz Cabrália, mais distante, rumo ao Norte, no Sul da costa da atual Bahia.
 
 


 
 

sábado, 8 de junho de 2013

As Missões Jesuíticas

Para assistir:
Dirigido por Roland Joffé e escrito por Robert Bolt, o filme A Missão é uma obra inglesa de 1986, baseada em fatos reais, e trata da época da expulsão dos jesuítas do reino português devido à crise nas relações entre Coroa portuguesa e a Companhia de Jesus.

Irmão Gabriel (Jeremy Irons) é um padre jesuíta designado à Missão de São Carlos logo depois da morte de um padre. No meio dos índios guaranis, desarmado, ele é aceito por aquele povo por conta da música que tira do seu oboé, e é levado até onde estes residem. Lá ele reinicia o trabalho de evangelização dos índios.
Se você quer assistir o filme A Missão, você também pode assistir aqui neste blog e vários outros que retratam do tempo medieval, e a expansão da América Portuguesa. Esta é um a parte muito importante do filme A Missão, que é o contato dos espanhóis com os indíos.




















A História Avançada
Este blog, agora também irá abordar temas mais avançados na história, como a crise da Coroa Portuguesa e as missões jesuíticas, para iniciar a nova parte apresento a vocês alguns vídeos sobre o conteúdo, que falam sobre o Sítio Arqueológico São Miguel Arcanjo.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

A Reforma Protestante


Durante a Idade Média, a autoridade da Igreja Católica era quase inquestionável. Mesmo assim já havia quem ousasse discordar dos ensinamentos e da prática da Igreja. Essas pessoas eram consideradas hereges, ou seja transgressoras da doutrina e dos dogmas católicos, sendo por isso perseguidos pela Igreja.

As Grandes Civilizações


Os Vikings
Vikings, também conhecidos como normandos, é o nome que se dá aos povos que viviam na região onde se situam Dinamarca, Suécia e Noruega. A origem do nome viking é incerta, mas se acredita que o termo escandinavo vik significaria ``aquele que se aventura pelo mar``.
Os vikings praticavam a agricultura, a caça, o artesanato, a pesca, o comércio e eram hábeis navegadores. Eles construíram embarcações leves e rápidas, que os ajudaram a explorar uma vasta área do Oceano Atlântico.
Os vikings são tradicionalmente associados a ações violentas. Contudo, foram responsáveis por fundar muitas cidades, principalmente onde hoje se localizam Inglaterra, Rússia e França.
Os Árabes
Os povos árabes são oriundos da Península Arábica. Eles falam árabe, uma língua semita que tem a mesma origem da língua dos hebreus.
Geograficamente, podemos dividir a Península Arábia em duas partes: uma dominada por desertos, dunas e oásis, e outra situada nas regiões costeiras, banhadas pelas águas do Mar Vermelho e do Oceano Índico.

Essa distinção geográfica marcou as diferenças entre os povos da antiga Arábia, pois influenciou diretamente o desenvolvimento das atividades econômicas e culturais.
 
 

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Os Germânicos e a Idade Média


A Europa dos germânicos
A fixação dos germânicos nas terras do antigo Império Romano do Ocidente ocorreu em duas fases.
Primeira fase: Durante o século V e o início do século VI, por meio da guerra e de alianças, guerreiros germânicos estabeleceram-se em terras das antigas aristocracias romanas. Como eles não possuíam uma organização estatal como os romanos nem instituições para administrar os territórios conquistados, seus domínios não eram duradouros e viviam em conflito entre si. Foi o que ocorreu, por exemplo, com os domínios estabelecidos pelos vândalos, suevos, ostrogodos e visigodos.
Segunda fase: A partir do século VI, alguns povos germânicos estabeleceram domínios duradouros em terras da Europa, um exemplo é o Reino Franco. Foi o que ocorreu com os francos na Gália, com os ango-saxões nas Ilhas Britânicas(atual Grã - Bretanha) e com os lombardos na Península Itálica. Esses povos migraram lentamente e consolidaram seu poder sobre grandes extensões de terra a partir de um centro político mais fortalecido.
A criação de domínios germânicos duradouros contribui para assentar as bases da futura Europa feudal.

sábado, 6 de outubro de 2012

As Realezas Germânicas

A Prática do Colonato
Desde a República Romana, as terras da área rural pertenciam a particulares ou ao Estado romano. Como muitos proprietários não tinham recursos para manter escravos ou para pagar trabalhadores, passaram a admitir que pessoas se fixassem em suas terras. Surgiu, assim, a figura do colono, inicialmente um trabalhador livre.
No final do século III, o governo romano instituiu o colonato, transformando o colono em um camponês preso à terra. Ele cuidava de uma pequena parcela das terras, de onde tirava o seu sustento e o da sua família. Como pagamento, devia entregar parte do que produzia ao proprietário.
A prática dos proprietários de estabelecer, em suas terras, trabalhadores dependentes da sua proteção originou a servidão, sistema de trabalho que predominou na Europa Ocidental a partir do século X.
Como o líder guerreiro tornou-se rei
A guerra era um elemento centrel na vida dos povos germânicos.Consequentemente, o chefe guerreiro era uma figura muito importante. Sua liderança na guerra proporcionava terras para a agricultura, garantindo a sobrevivência de todo o povo e o poder da aristocracia.
Inicialmente, os líderes guerreiros eram aclamados por uma assembleia, o comitatus. Os eleitos dirigiam o bando armado nas conquistas e, depois da vitória, dividiam o butim entre eles. Com o tempo, essa liderança passou a ser hereditária. Acreditava-se que o eleito descendia dos deuses ancestrais da tribo e era, portanto, uma figura sagrada.
Com a entrada dos germânicos nos territórios romanos, os líderes guerreiros passaram a dominar grandes extensões de terra e tornaram-se reis.
As Realezas Germânicas
Quando os povos germânicos saquearam terras e cidades roamnas, provocaram a fragmentação do poder imperial. No lugar do poder centralizado romano surgiram realezas, em que o poder era local e exercido por um rei.
As realezas germânicas não possuíam instituições como as romanas(senado, tribunos da plebe, magistrados), mas assimilaram elementos da cultura romana na organização dos reinos. As leis baseavam-se nos costumes, e essas antigas tradições eram transmitidas oralmente de geração para geração.
Esse sistema, chamado direito consuetudinário, predominou nos novos reinos, muitas vezes convivendo com práticas do direito romano.
Os germânicos nem sempre aplicavam a justiça interpretando a lei escrita. Muitas vezes, a divindade era chamada a manifestar-se em relação a um conflito, chamado ordálio ou juízo dos deuses. O teste podia ser um duelo ou uma prova pelo fogo(segurar um ferro em brasa) ou pela água( ser lançado à água preso a uma pedra). Essa prática foi mantida pelos reis germânicos após sua conversão ao cristianismo.


Os Vândalos
Os vândalos eram um povo germânico que havia se fixado em Andaluzia, da atual Espanha, em 409. Converteram-se ao arianismo, corrente cristã considerada herética pelo Concílio de Niceia.
Eles eram o único povo germânico que possuía uma frota marítima. Foi com essa frota marítima que aproximadamente 80 mil vândalos partiram para o norte da África em 429. Instalados no local, eles interromperam as relações comerciais entre o norte da África e Roma, que se abastecia do trigo cultivado nessa região.
As conquistas dos vândalos no norte da África foram muito violentas. Contudo, não foram capazes de alterar as características sociais da região. Assim, em 534, as tropas do imperador bizantino Justiano aniquilaram o reino vândalo.

Pintura representando como poderia ter sido os Vândalos na Idade Média.