sábado, 6 de outubro de 2012

As Realezas Germânicas

A Prática do Colonato
Desde a República Romana, as terras da área rural pertenciam a particulares ou ao Estado romano. Como muitos proprietários não tinham recursos para manter escravos ou para pagar trabalhadores, passaram a admitir que pessoas se fixassem em suas terras. Surgiu, assim, a figura do colono, inicialmente um trabalhador livre.
No final do século III, o governo romano instituiu o colonato, transformando o colono em um camponês preso à terra. Ele cuidava de uma pequena parcela das terras, de onde tirava o seu sustento e o da sua família. Como pagamento, devia entregar parte do que produzia ao proprietário.
A prática dos proprietários de estabelecer, em suas terras, trabalhadores dependentes da sua proteção originou a servidão, sistema de trabalho que predominou na Europa Ocidental a partir do século X.
Como o líder guerreiro tornou-se rei
A guerra era um elemento centrel na vida dos povos germânicos.Consequentemente, o chefe guerreiro era uma figura muito importante. Sua liderança na guerra proporcionava terras para a agricultura, garantindo a sobrevivência de todo o povo e o poder da aristocracia.
Inicialmente, os líderes guerreiros eram aclamados por uma assembleia, o comitatus. Os eleitos dirigiam o bando armado nas conquistas e, depois da vitória, dividiam o butim entre eles. Com o tempo, essa liderança passou a ser hereditária. Acreditava-se que o eleito descendia dos deuses ancestrais da tribo e era, portanto, uma figura sagrada.
Com a entrada dos germânicos nos territórios romanos, os líderes guerreiros passaram a dominar grandes extensões de terra e tornaram-se reis.
As Realezas Germânicas
Quando os povos germânicos saquearam terras e cidades roamnas, provocaram a fragmentação do poder imperial. No lugar do poder centralizado romano surgiram realezas, em que o poder era local e exercido por um rei.
As realezas germânicas não possuíam instituições como as romanas(senado, tribunos da plebe, magistrados), mas assimilaram elementos da cultura romana na organização dos reinos. As leis baseavam-se nos costumes, e essas antigas tradições eram transmitidas oralmente de geração para geração.
Esse sistema, chamado direito consuetudinário, predominou nos novos reinos, muitas vezes convivendo com práticas do direito romano.
Os germânicos nem sempre aplicavam a justiça interpretando a lei escrita. Muitas vezes, a divindade era chamada a manifestar-se em relação a um conflito, chamado ordálio ou juízo dos deuses. O teste podia ser um duelo ou uma prova pelo fogo(segurar um ferro em brasa) ou pela água( ser lançado à água preso a uma pedra). Essa prática foi mantida pelos reis germânicos após sua conversão ao cristianismo.


Os Vândalos
Os vândalos eram um povo germânico que havia se fixado em Andaluzia, da atual Espanha, em 409. Converteram-se ao arianismo, corrente cristã considerada herética pelo Concílio de Niceia.
Eles eram o único povo germânico que possuía uma frota marítima. Foi com essa frota marítima que aproximadamente 80 mil vândalos partiram para o norte da África em 429. Instalados no local, eles interromperam as relações comerciais entre o norte da África e Roma, que se abastecia do trigo cultivado nessa região.
As conquistas dos vândalos no norte da África foram muito violentas. Contudo, não foram capazes de alterar as características sociais da região. Assim, em 534, as tropas do imperador bizantino Justiano aniquilaram o reino vândalo.

Pintura representando como poderia ter sido os Vândalos na Idade Média.







Um comentário:

  1. Olá meu caro aluno!

    Parabéns pela iniciativa, pois é por meio da pesquisa e da livre iniciativa que o ser humano consegue melhor aprender assuntos do próprio interesse. Espero que os conteúdos sempre possam ajudar também nossas aulas e seus colegas, bem como todos apaixonados por história.

    Abraço.
    Prof. Alexandre

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